domingo, 18 de novembro de 2012

Child I Will Hurt You


Keep them locked away,
Reduce them to strays,
Clean their cuts and scrapes.

Mercy we abstain,
Hope you're entertained,
Snow covers the stain.

Forray forever.

Taught them with solace,
They know soft caress,
To lower your defense.

Hide all that you could,
Done for the greater good,
It's later understood.

Forray forever.

Ignorância nocturna; anotação passiva.

V

Na vítrea luz do sol poente
Relfectia-se o fim de tarde inerente.
E com a nudez do fim crescente,
Despertava em mim a criação de algo inconsciente.
As veias crispam-se descontinuamente,
O sangue derrete-se incessantemente.

Floresce em mim um fruto egoísta,
Vermelho, impossível e trocista.
No veludo do seu interior percrustei,
Os lábios da ferida de onde nasceu cocei.
Para além de pó e vazio, nada encontrei.

Algumas das minhas veias cortei;
Com a falta de cor me deparei:
A impossibilidade da sua ausência,
A clareza da sua transparência.

Não entendo a sua essência,
O haver fruto sem haver ninguém;
Porque frutos destes só se provam com alguém.

Garrido de dor e solidão, porém,
Pulsa dentro de mim sem razão.

Se há fruto e paixão, porque não há ninguém?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

IV

Cavalo de ferro pesado,
Enterro-te com lágrimas de areia.
Corto-te as correntes da memória,
Rezo pela tua cadeia.

Por não te quereres perder,
Ou por me quererem ver sofrer,
Atam-te as correntes
De que tentei correr.

Sinto de novo o teu pesado coração,
Que me arrasta para o fundo.
Desligo as minhas artérias então,
Exausto das correias de chumbo.

Há um alívio feliz nas rendições.
No deslize para as catedrais ateias,
Que me ameaçam em aços,
Afogar-me os pulmões.

Mas rio feliz, com gelo nas veias.
Descanso no sufoco da água
Com o espírito entorpecido,
Deito-me no leito, adormecido.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

I don't want your future, I don't need your past.


I'm gonna be released from behind these lies
And I don't care whether I live or die
And I'm loosing blood, I'm gonna leave my bones
And I don't want your heart it leaves me cold.

I don't want your future.
I don't need your past.
One bright moment is all I ask.

I'm gonna leave my body.
I'm gonna loose my mind.
Said I'm gonna leave my body.
I'm gonna loose my mind.

I don't need a husband, don't need no wife.
And I don't need the day, I don't need the night.
And I don't want the birds, let them fly away.
And I don't want the clouds, they never seem to stay.

I don't want no future.
I don't need no past
One bright moment is all I ask.

I don't want your future.
I don't need your past.
One bright moment, is all I ask.

Said, I'm gonna leave my body.
I'm gonna loose my mind.
              (...)
History keeps pulling me down.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Violência em ti

Rasga as tuas feridas e polvilha-as de sal. Não deixes que cicatrizem. Queima o que é teu, que eu não o quero. Enforca-te nas tuas raízes fictícias. Sufoca-te no frio tóxico das tuas mágoas fingidas. Ensopa-te no petróleo escuro das tuas complexadas mentiras. Deixa mirrar o teu nojento coração de pedra cinzenta. Não te quero mais na simetria do meu passado, corre, foge do meu futuro críspido. Deixa que a negra vela te envolva e afunda-te no pavio dela. Encarcera os teus sonhos. Deixa morrer o teu interior recôndito. Rezo! Rezo orações que me arranham a infectada garganta de gritos. Grito até ter derretidas as dores que me sangram pelos olhos. Oro no desejo pérfido de que mirres, morras, percas a vida dentro de mim. Deixo-te escorregar lentamente para o veneno esfumado do esquecimento e não o lamento. Rio-me da tua clausura. Pois esfumada e incerta já da tua alma tens consciência. Mata o teu crer de que possuis uma corpórea existência. Sacrifica os teus órgãos, esvazia qualquer noção de que existi. Deixa que cresça, deixa que se propague. Foi para isso que plantei violência em ti.

Escrito no limbo do sonho e da realidade.
Moving up to higher ground.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

I wish to remain nameless


I was born in a big grey cloud,
Screaming out a love song.
All the broken chords and unnamed cries.
What a place to come from.

I wish to remain nameless,
And live without shame.
Cause what's in a name, oh?
I still remain the same.

You can call it what you want,
You can call me anything you want,
You can call us what you want,
You can call me anything you want.

Everybody let's you down,
In this grief hole of a town.
Born a different soul rushing out.
Tell me what you're running from.

I know everybody let's you down,
And I'll do the same.
But know I'll always be around,
This can remain the same.

Breve anotação; duplo sentido.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dor informal


Foi ao som disto que se me enregelaram as veias e me pararam as pulsações.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A mais reproduzida

Assim é, portanto.

domingo, 30 de setembro de 2012

I

É no vazio da poeirenta luz divisória
Que se inicia a vontade do início,
Início este que se quer crédulo,
Mas que se apresenta velho e cansado, fruto do reflexo da memória.

Nas brancas páginas amareladamente mastigadas,
Inicia-se a vontade,
As criações,
A escrita do vinho das estações.

Assim se propõe,
E aceito, claro;
Com este começo de ambição,
Inicia-se a idiossincrasia das futuras elegias.

Capítulo pintado de sangue,
Nudez fria de um Inverno que está para vir;
Escrevo o caminho pelos campos escuros,
E empurram-me para o desconhecimento das sombras.

Aqui se prepara o pretendido:
Dá-se vontade ao início.

sábado, 30 de junho de 2012

Terapias

Estou a precisar de uma terapia com a Patti Smith.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

You've left me in the dark

Pawn Shop Blues

Well, I didn't know it would come to this
But that's what happens when you're on your own
And you're alright with letting nice things go

domingo, 17 de junho de 2012

Lodo

Infectando-me, poluído e conspurcado entranha-se em mim. O pânico e a ânsia inflamam-me os pensamentos, reduzindo-os a um misto mal debatido de 1/4 de nada. E tentando dizer coisas que não lágrimas aos enxames capazes de alagar a maior das fossas oceânicas, é mesmo isso que saem. Os enxames, cansados, já quase a definhar de tanto picar. A tecida teia de seda fina, agora fermentada e escura, sufoca-me, corta-me o ar, deteriora todas as opacas menções de movimento, findando-me numa letargia quase paralisada. Entro assim no velho círculo enclausurado do medo, que no passado tão inconstante e ausente, se abate agora, implacável, encarquilhando as artérias e ensopando-me os ossos. Estático, nada mais posso fazer do que deixar correr o lodo nas veias. Conformo-me com todas as germinadas hemorragias, hematomas e cancros que ardem no meu interior, que aos poucos me vão consumindo os cristalizados minerais intrínsecos, cultivados ao longo dos anos. Escorrego assim para o núcleo do fundo, e a solidão, apesar de manter constantes as pulsações sistémicas, deixa a consciência granulada, translúcida, cada vez mais insegura. E acaba tudo como começou, num início que ninguém sabe onde é. Num fim que, por mais que tentemos, não lhe conseguimos delinear o caminho, nem sequer em lençóis, muito menos nos lençóis sempre em roda, em espiral.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Faz?

Entre as coisas que me causam espécie, está a malta que começa uma resposta com "não sei", expressando seguidamente a sua opinião de forma profundamente assertiva. Faz sentido?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Expressões espectaculares do dia-a-dia #1

"Eles quando vieram para cá não tinham nada, era uma mão à frente e outra atrás." - Professor de Matemática, em mais um dos seus fabulosos monólogos que envolvem tudo menos Matemática.

Momentos estranhos da vida #1

Era um dia de Primavera quente e abafado, o céu pintado de azul claro e brilhante, ofuscado pelo Sol, e cá em baixo as árvores ondulavam com o vento. As roupas invernais foram postas de lado, e os vestidos de Verão saíram à rua, tingidos de flores e tons violáceos; os casacos despidos e atados à cintura, deixavam à vista a pele dos transeuntes. Estava um dia bom para passear debaixo das sombras e apreciar a chegada do calor. Entrei para o eléctrico onde era reflectido pela luz do sol, o amarelo metálico e sentei-me à janela, de maneira a refrescar-me com a brisa primaveral. Então (apesar de já ter chegado a várias conclusões e de ter prometido a mim próprio que não o voltava a fazer) decidi dizer adeus às pessoas (estúpido). O eléctrico pára, e vejo uma possível vítima deste acto idiota ao longe (diga-se de passagem que a minha visão não é das melhores, e que vejo um pouco mal quando se trata de grandes distâncias). No momento em que o eléctrico se impulsionou para a frente, comecei a acenar freneticamente (estúpido) e a dita cuja ficou a olhar para a minha pessoa com ares de esta-pessoa-não-é-boa-da-cabeça-e-deve-andar-nas-substâncias-porque-isto-não-é-normal, até que percebi, para meu grande horror que essa mesma pessoa anda na minha escola. Ups. Escusado será dizer que voltei a prometer novamente que nunca mais voltava a acenar às pessoas. (e que a pessoa não acenou de volta).

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quero uma festa assim.

domingo, 22 de abril de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Zephyrus wooing Flora


Henrietta Rae - Zephyrus wooing Flora

quinta-feira, 22 de março de 2012

Primavera

"(...) and in the Spring I shed my skin, and it blows away with the changing wind, the waters turn from blue to red, as towards the sky I offer up (...)"

segunda-feira, 19 de março de 2012

Conclusões #2

E também concluo que as pessoas dos autocarros não merecem que eu lhes diga adeus por livre e espontânea vontade. Nunca ninguém acena de volta.

Conclusões #1

Após uns míseros 16 anos de existência, concluo que o amor estupidifica as pessoas. E de que maneira.

sábado, 3 de março de 2012

Orlando

"O amor não tinha sido para ele mais do que serradura e cinzas. As alegrias que lhe havia oferecido eram extremamente insípidas. Espantava-se de o ter podido suportar sem bocejos. Olhando-a, derretia-se a espessura do seu sangue; o gelo tornava-se vinho nas suas veias; ouvia as águas fluírem e os pássaros cantarem; a Primavera rompia a áspera paisagem invernal; (...) mergulhava em água profunda e via a flor do perigo crescendo numa fresta (...)."
- Virginia Woolf, Orlando

sexta-feira, 2 de março de 2012

Still Life

E nisto se passam as tardes de sexta.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Arrepiei-me.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Starting from scratch

A modos que o último blog que tive acabou por cair em desinteresse tanto por falta de empenho meu como por falta de feedback, decidi criar este, após tanto tempo de abandono ao anterior. Esse ficou assim como que um cadáver, que ainda pende numa página que duvido que alguém frequente. Ainda criei um tumblr (best decision in my life <3) e estou bastante satisfeito, massss cá para o meu gosto há demasiadas gentes conhecidas a checká-lo. Por isso cá está ele, fresh and new, um blog novinho em folha, que se vai destinar ao registo de emoções, estados de espírito, imagens e afins.