domingo, 18 de novembro de 2012

Child I Will Hurt You


Keep them locked away,
Reduce them to strays,
Clean their cuts and scrapes.

Mercy we abstain,
Hope you're entertained,
Snow covers the stain.

Forray forever.

Taught them with solace,
They know soft caress,
To lower your defense.

Hide all that you could,
Done for the greater good,
It's later understood.

Forray forever.

Ignorância nocturna; anotação passiva.

V

Na vítrea luz do sol poente
Relfectia-se o fim de tarde inerente.
E com a nudez do fim crescente,
Despertava em mim a criação de algo inconsciente.
As veias crispam-se descontinuamente,
O sangue derrete-se incessantemente.

Floresce em mim um fruto egoísta,
Vermelho, impossível e trocista.
No veludo do seu interior percrustei,
Os lábios da ferida de onde nasceu cocei.
Para além de pó e vazio, nada encontrei.

Algumas das minhas veias cortei;
Com a falta de cor me deparei:
A impossibilidade da sua ausência,
A clareza da sua transparência.

Não entendo a sua essência,
O haver fruto sem haver ninguém;
Porque frutos destes só se provam com alguém.

Garrido de dor e solidão, porém,
Pulsa dentro de mim sem razão.

Se há fruto e paixão, porque não há ninguém?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012