É no vazio da poeirenta luz divisória
Que se inicia a vontade do início,
Início este que se quer crédulo,
Mas que se apresenta velho e cansado, fruto do reflexo da memória.
Nas brancas páginas amareladamente mastigadas,
Inicia-se a vontade,
As criações,
A escrita do vinho das estações.
Assim se propõe,
E aceito, claro;
Com este começo de ambição,
Inicia-se a idiossincrasia das futuras elegias.
Capítulo pintado de sangue,
Nudez fria de um Inverno que está para vir;
Escrevo o caminho pelos campos escuros,
E empurram-me para o desconhecimento das sombras.
Aqui se prepara o pretendido:
Dá-se vontade ao início.
Gosto. Muito. u.u
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